domingo, 9 de agosto de 2015
Dia dos Pais 2015
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
O Trem
Algumas lembranças de meu pai me vem à mente e antigamente eu as deixava passar, mas agora eu anoto tudo para não cair no esquecimento já que isto faz parte de minha história e também da pessoa que foi meu pai. Quando éramos pequenos ele cantava uma música do trem, que hoje fui pesquisar, é do péssimo João Gilberto mas que posso garantir, ficava muito melhor na voz do Sr. Amilcar...
sábado, 27 de agosto de 2011
Situação feia em Eusébio - CE
Em janeiro deste ano, meu pai escreveu uma crítica sobre a notícia de um acidente de trabalho na pedreira localizada no município de Eusébio. Como ele esteve lá, escreveu sobre a situação que os moradores estão passando por causa desta empresa. Segue o link da matéria e logo abaixo o relato do Sr. Amilcar:
http://www.cnews.com.br/?p=24151
Estive ha pouco tempo em Fortaleza e fiquei hospedado justamente na casa de um primo, exatamente no município de EUSÉBIO. CONHECI pessoalmente o problema que essa pedreira traz para a comunidade. UMA POEIRA preta e pesada suja constantemente todas as pessoas das alem das doenças pulmonares e grave para todos. HÁ PERTO um grupo escolar em que as crianças estão sempre tossindo e com doenças na vista. ESSA maldita pedreira inferniza a vida de todos segundo a vizinhança, a prefeitura corrupta e incompetente aceita a situação reinante apesar de todas reclamações. TAMBÉM TEM as diárias explosões que estremecem as paredes das casas. COMO É UMA população pobre, as autoridades não estão nem aí. Até quando essa situação vai perdurar?
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Homem justo, companheiro, contador de estórias e enxadrista
Um grande contador de histórias e estórias, Pedro Malazarte, Renato Aragão e Tia Neide eram alguns de seus personagens, um exelente companheiro, escritor e enxadrista.
Deixa muita saudade entre os amigos e familiares. Em nome de todos desejo-lhe uma vida abençoada e iluminada por Deus e que você possa continuar alegrando a vida de seus amigos aí no plano superior tendo a certeza que deixou tudo justo e perfeito aqui na terra.
Um grande abraço de seu filho.
Fabio Carleial
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
O Pronto Pagamento da Dentadura

A velhinha muito simpática, D. Efigênia, 79 anos, fora internada na Clínica de Ortopedia, por fratura de fêmur. Bem acolhida, bem tratada foi se recuperando lentamente; tratamento longo, mais de 30 dias. Aos poucos foi conquistando a simpatia de todos no andar.
Sua dentadura, à noite, ela deixava enroladinha num guardanapo na mesinha de cabeceira. Naquele dia fatídico, ao descer cedo para um exame de R-X, esqueceu de colocá-la. A moça da limpadora, ao fazer a faxina matinal, deu com o embrulhinho e pensando tratar-se de restos de qualquer coisa, mais que depressa, vupt, no saco de lixo. E lá se foi a alegria de D. Efigênia, que esqueci de dizer, sempre foi muito risonha.
Ao retomar, à primeira refeição, a velhinha sentiu-se desguarnecida. E agora ! Procura daquí, procura dali, nas gavetinhas, em baixo da mesa, no guarda roupas, sob o colchão e tudo em vão. Até a vizinha de cama;sentindo-se um tanto quanto suspeita, ajudou a procurar. Nada.
Chamada a Enfermeira Chefe, instalou-se definitivamente o problema.
D. Efigênia, às vésperas de sua alta, não poderia sair, nem sairia, como ela mesmo declarou em alto e bom som, sem sua preciosa dentadura.
Comunicado o fato, por escrito, a instância superior e competente, começou a dança da papelada. Cada chefe, chefete, assistente, encarregado e até diretor deu seu abalizado e brilhante parecer: "proceder conforme a praxe", "consultar o setor especializado", "aqui por engano", "enviar ao SAME", "consultar o Departamento Jurídico", etc.etc. e outras pérolas da burocratice endêmica. Ainda bem que não mandaram a baboseira para o Serviço de Farmácia, tido e havido como um modelo de eficiência.
O memorando inicial já virara um processo; como não tinha destino certo, acabou chegando ao setor de Conservação e Reparos. O Encarregado, antigo de casa, sentindo o drama geral, aproveitou a garatuja dos pareceres e saiu-se com essa: "é conserto de dentadura ou fechadura"? E voltou tudo à estaca zero.
A paciente com alta anunciada mas não executada estava ansiosa; a família toda em pé de guerra, não podia financiar outra dentadura e queria a velhina fora do hospital, temerosa de uma tão mal falada infecção hospitalar. Nessa altura dos acontecimentos, toda a unidade já conhecia D.Efigênia. A turma da terceira idade se reunira e até faixas e cartazes foram colocados nos corredores. "ABAIXO A DITADURA, ELA NÀO SAI SEM DENTADURA". "FORA A DIRETORA, RACISTA E OPRESSORA". "D. EFIGÊNIA PARA SUPERINTENDENTE", aproveitaram a deixa, os inimigos políticos da administração.
Agora, o processo já alentado, seguiu para a Seção de Compras em ritmo de urgência. Como manda a Lei, foi aberta uma licitação pública sem muitas especificações; dentadura branca, uma, para mulher, idade 79 anos. Publicado em Diário Oficial, transcorrido 30 dias nenhuma proposta apareceu; talvez pela pouca quantidade do material; mesmo superfaturando ninguém se interessou.
E a paciente esperando ... Nesse período só comendo sopinhas e outros semisólidos, pois segundo a atendente ela estava "de dieta".
Considerado "deserto" o processo, como diz o jargão burocrático, cogitou-se de uma compra por pronto pagamento, em caráter urgentíssimo, antes que a imprensa noticiasse o inusitado e a Câmara de Vereadores de São Paulo votasse um projeto de lei outorgando a D. Efigênia, a medalha Tiradentes. Obviamente o pronto pagamento não funcionou. Os fornecedores credenciados deixaram de participar pois a compra era fora do comum. O problema tornou-se quase insolúvel.
Às pressas, foi convocado o Conselho de Administração que há muito não se reunia e a portas fechadas, em sessão secreta, discutiram o assunto. Soube-se posteriormente que o bate boca foi longo. Até palavrão saiu...
Quem furtou a dentadura? Por que o Superintendente não foi logo avisado? Onde andava a Diretora? Por que não enviaram o ofício à Farmácia? Talvez até resolvessem e não estaríamos nessa enrascada. E os dentistas, não foram consultados? Será que o Governador soube? Ai de nós...
Na iminência do caso chegar ao conhecimento da grande imprensa e a notícia divulgada internacionalmente, resolveu a superintendência nomear uma comissão de alto nível, composta de sete membros, todos notáveis (professores doutores, doutores professores, especialistas, consultores, etc.), para, num esforço conjunto e com prioridade total, equacionar e resolver o dilema, considerado por todos como o "bug do milênio", da instituição.
A tal Comissão, já denominada CBM, dotada de amplos poderes, teria 15 dias prorrogáveis por mais 7, para uma decisão final. Sob pena de rolarem cabeças.
É lícito dizer que o tal grupo, dispunha de verba para pagamento de horas extras, recebia diária de locomoção, verba de representação e tudo mais que uma equipe desse porte exige.
A família, nessa altura, mais preocupada com a Comissão do que com a infecção, resolveu agir. Levou ao hospital, através de um bondoso amigo, um protético que fez "in loco" um molde, e em poucos dias, D.Efigênia conseguiu sair, saudável e risonha com sua nova e brilhante dentadura, para felicidade dos amigos e alívio geral da comunidade. Soube-se depois que quem não gostou foi a CBM que já tinha recebido, por adiantamento, boa parte da verba, e já marcara passagem aérea de todos os membros para Natal, onde procederiam investigações, tendo em vista que o avô de D. Efigênia era rio -grandense do norte e usara dentadura por muito tempo. Mas isso é outra história e caberá ao Ministério Público apurar as responsabilidades.
Ri melhor quem ri por último
Amilcar Carleial
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Um Herói Das Arábias

Naquela noite dormira mal. Lá pelas tantas da madrugada acordei suado, preocupado, recordando aquele terrível sonho que tivera há pouco. Sonhei que tinha sido convocado pelas nações unidas (ONU) através de nosso departamento de defesa para junto às tropas americanas, invadir o Iraque. Por que eu? Há tempos tinha terminado o C.P.O.R. (centro de Preparação de Oficiais da Reserva) em Fortaleza e não queria me envolver naquela enrascada missão internacional, que todos sabiam como começara mas que ninguém, em sã consciência, preveria o final desta maldita aventura guerreira. De antemão, pelos meus conhecimentos de operações táticas adquiridas na caserna sabia que essa guerra como a do Vietnam, só trariam prejuízo e dor para as famílias americanas. Apesar de minha recusa inicial, o comando geral da ONU contra argumentou dizendo que eu e todos aspirantes daquele ano eram especialistas em guerra de guerrilha em terreno seco, principalmente em dunas arenosas, tipo mucuripe, papicú, lagoa seca, serra da meruoca e outros locais inóspitos. Inclusive, a maioria tinha feito estágio em corpos de tropa escializados como 23 bc, em Fortaleza, 25 bc em Terezina, regimento de obuses em natal e outros locais (o que era verdade). Portanto o alto comissariado da ONU tendo em mão nossos currículos resolvera nos convocar. E o governo brasileiro sem outra alternativa houve por bem aprovar tal pedido. Logo de manhã liguei para os colegas mais aguerridos: Pedro Gomes (gominho), José Alberto (priquitinho), Welington Cantal (caranguejo), Marcio Fonseca(lacrau), Altino (cotia) e outros. (como se vê ,muitos especialistas em batalha subterrânea), para saber se também eles foram convocados e a reação de cada um..Minha mulher, ao contar-lhe o sonho ficou preocupadíssima e logo me inquiriu. Você não vai não...né? Mais que depressa respondi. E onde ficam nossos brios de patriotas? Dos colegas, prováveis guerreiros das arábias recebi um sonoro: “deixa de sê besta rapaz! Vamos tomar umas e outras na praia do Cumbuco, que é melhor e menos perigoso “ ps – esta modesta crônica é uma homenagem do autor aos aspirantes de 1953 que conviveram juntos e consolidaram através do todos esses anos uma sincera amizade. Um abraço forte: Amilcar Carleial- 32


